segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Scott Pilgrim Mania




Este mês, um ano se completou desde que Scott Pilgrim Vs The World, o filme, foi lançado nos cinemas, e claro, aqui pelo Brasil só rolou por um curto período no sudeste do país. Não houve alarde na mídia, não foi um sucesso de público nem tampouco ganhou prêmios (e nem é da natureza deste tipo de produto fazê-lo). Mas trata-se de uma franquia tão interessante, que não dá pra passar batido, mas calma, antes de existir o filme, a história veio no formato ideal para ela: os quadrinhos.

A grande sacada do autor e ilustrador Brian Lee O´Malley foi ter criado uma saga em HQ (dividida em seis volumes, mas que no Brasil saiu em três), que conta uma história cheia de contextos, signos e símbolos que ilustram da melhor forma a juventude das décadas de 2000/2010. Pra começar, o argumento está baseado numa lógica clássica dos videogames: Scott Pilgrim é um rapaz de 22 anos que se apaixona por Ramona Flowers, uma garota supercool americana (a história acontece em Toronto, Canadá) que tem sete ex-namorados “do mal” que Scott precisa derrotar se quiser ficar com ela – daí que a narrativa caminha por estágios, e cada oponente se torna o “chefão” de cada fase, assim como nos games.

Aí é um festival de referências aos videogames clássicos dos anos 90: inimigos se transformam em moedas quando exterminados, uma barra medidora de nível de xixi aparece quando Scott vai se aliviar no banheiro, e até a aquisição de uma vida extra para usar em momentos de aperto.

Não é só nos games que o O´Malley cata coisa legal. O universo do Scott Pilgrim tem muito da cultura indie, de internet (Ramona Flowers trabalha na Amazon), e revoluciona o modo de fazer quadrinho ao passo que insere elementos gráficos engraçadinhos para descrever algo (ou alguém) ou mesmo soltar uma piada.

Mas o verdadeiro ouro de Scott Pilgrim Vs The World está no carisma dos personagens. São muitos os indivíduos que fazem parte do universo, e todos eles tem uma forma muito especial, alguém com quem se identificar, ou identificar seus amigos. Lá estão perfis muito comuns entre os jovens das grandes capitais: o amigo desligadão, o amigo gay, a amiga enfezada que já tomou 257 foras, a menina supercool e o brodinho tirado a artista que faz tudo pela banda dele, entre uma porrada de outros, cada um com uma história por trás da história.

Já o filme, dirigido por Edgar Wright tenta seguir a pegada do quadrinho não só nas escolhas estéticas, mas se utilizando de recursos que caem como uma luva – a exemplo dos efeitos sonoros de games clássicos cedidos pela Nintendo e pela Sega: você ouve coisas familiares de Zelda, Mario, Sonic e por aí vai. Óbvio que por se tratar de uma adaptação cinematográfica algumas coisas tiveram que ser omitidas para que o objetivo do protagonista se cumprisse dentro dos 112 minutos de filme, mas ainda assim é incrivelmente divertido e recheado de detalhes os quais não dá pra pescar todos em uma só assistida.

A escolha do cast pros personagens foi a melhor possível. Além Michael Cera no papel de Scott Pilgrim, dei ponto a Kieran Culkin engraçadão no papel de Wallace Wells, Chris Evans (que todo mundo agora conhece de Capitão América) no papel de um dos evil exes, e Mary Elizabeth Winstead, perigosíssima no papel de Ramona Flowers.

Este blog recomenda muito que você leia os três volumes do quadrinho, veja o filme e jogue o game caso você tenha um Playstation 3. O jogo ainda por cima tem trilha do sensacional absurdo pure awesomeness Anamanaguchi. Inté!

Trailer do Filme

3 comentaram:

  1. faltou falar apenas das referências musicais tipo scott usar camisas do smashing pumpkins.

    o filme é foda! tenho o blu-ray, mas queria ter visto no cinema.

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  2. Muito, muito bom seu texto sobre Scott. Já sei o q farei (pela terceira vez) nessse sábado: Assistir!

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