“Somos quem Podemos Ser” me lembro que tinha até letra no meu livro de português da oitava série. “Pra Ser Sincero” embalou paixonites fracassadas por eras, e “Infinita Highway” foi uma das pouquíssimas que eu consegui fazer uma levada no meu limitado violão. Meu primeiro disco dos Engenheiros foi O Papa É Pop (vendeu mais de 500.000 cópias, um número surpreendente para uma banda que manteve por anos a fio a média de 100.000 cópias vendidas, por disco) , que ganhei em vinil, num amigo secreto de meus colegas da sexta série ginasial no Salesiano, em Salvador.

Acho que o que mais me fascinou na banda, além de letra e música, foi a forma articulada com que Humberto Gessinger diz as palavras. Tudo muito fácil de cantar junto, de reproduzir, principalmente pra nós, da turminha da revistinha “Violão Aprenda Fácil”. E a gente sabe, que escrever rock and roll em português não é brincadeira (méritos, troféus e honrarias a dois heróis que conseguem isso com maestria: Fábio Cascadura e Paulão dos Velhas Virgens).
O que é engraçado é que tem um galerããããão que cospe nos Engenheiros do Hawaii de forma xiita, e que quando digo que sempre curti a banda, neguinho me chama de abestalhado, de que eu tenho um passado musical sombrio (e tenho sim, mas por outras desgraceiras que um dia eu conto hahaha). E sei que meus camaradas que gostam da banda sofrem com o mesmo: no último show que rolou em Salvador (na Concha Acústica do Teatro Castro Alves) por exemplo, fui sozinho (pois ninguém quis ir comigo), e na casa completamente lotada, encontrei outros amigos que foram pra lá também sozinhos! A apresentação, na época a da turnê do acústico MTV, foi o tempo inteiro inundada por uma gritaria ensurdecedora dos fãs insanos aqui da Bahia (tem gente que diz que os Engenheiros do Hawaii não tem fã, tem assinante), e com cantoria do público acompanhando cada música a todo gogó.

Dispa-se de preconceitos, e busque a discografia clássica dos Engenheiros do Hawaii. Não sei o sentido que faria pra alguém que não está mais na adolescência, mas com certeza vale a pena dar uma chance, principalmente ao material da época do power trio Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks.
Se liguem neste trecho de um especial feito pela Rede Globo. "Muros e Grades", uma das músicas mais fodas deles, na minha opinião:

o primeiro show que fui na vida doi engenheiros e olodum no costa verde... e tb assumo totalmente que sempre gostei da banda e era apaixonada por gessiger na adolescência... eu tinha o vinil de "filmes de guerra, canções de amor" e achava genial! :)
ResponderExcluirBarão,
ResponderExcluirConcordo plenamente com você.
Engenheiros do Hawai fiz parte de minha adolescência e porque não dizer da pré-adolescência também.
Com certeza fez parte da minha formação de caráter junto com Legião.
Tenho vários CD's da banda e um que marcou época para mim é o "Simples de Coração".
E ainda digo mais. As pessoas da nossa faixa etária que abrem a boca para execrar Engenheiros e Legião tem uma grande falha de caráter.
vc é geminiano e fã de enghaw! :O
ResponderExcluirolha, zeca, tá ficando difícil gostar de você viu... facilite um pouco aí...
Rapaz, eu também curto um pouco a banda e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso.
ResponderExcluirSid
Lembro de um show que foi na Concha Acústica em 99 se não estou enganado e tirando o show do Pearl Jam, foi um dos melhores shows que já assisti.
ResponderExcluirEngraçado que hoje acordei querendo ouvir algumas músicas do Engenheiros, e é foda o quanto remete a uma fase tão boa...boas lembranças..
Aloha nui loa
Adoro Engenheiros! Não gostava era de legião urbana com aquela batida sempre igual e as letras melancólicas :P
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