quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Engenheiros do Hawaii, uma banda querida

Quem quiser que escalde, não tenho vergonha de dizer: eu adoro os Engenheiros do Hawaii. Tenho quase todos os discos (do primeiro até o acústico MTV), e os álbuns clássicos da banda tiveram uma importância tremenda pra mim na adolescência. Humberto Gessinger é um sujeito amado e odiado, elogiado e execrado por muita gente, mas nunca deixou de ser verdadeiro com o discurso dele. E as canções dos Engenheiros exerciam um papel muito parecido com as da Legião Urbana, no sentido da identificação pueril da galerinha, que ainda tinha alguma fé no mundo.

“Somos quem Podemos Ser” me lembro que tinha até letra no meu livro de português da oitava série. “Pra Ser Sincero” embalou paixonites fracassadas por eras, e “Infinita Highway” foi uma das pouquíssimas que eu consegui fazer uma levada no meu limitado violão. Meu primeiro disco dos Engenheiros foi O Papa É Pop (vendeu mais de 500.000 cópias, um número surpreendente para uma banda que manteve por anos a fio a média de 100.000 cópias vendidas, por disco) , que ganhei em vinil, num amigo secreto de meus colegas da sexta série ginasial no Salesiano, em Salvador.



Acho que o que mais me fascinou na banda, além de letra e música, foi a forma articulada com que Humberto Gessinger diz as palavras. Tudo muito fácil de cantar junto, de reproduzir, principalmente pra nós, da turminha da revistinha “Violão Aprenda Fácil”. E a gente sabe, que escrever rock and roll em português não é brincadeira (méritos, troféus e honrarias a dois heróis que conseguem isso com maestria: Fábio Cascadura e Paulão dos Velhas Virgens).

O que é engraçado é que tem um galerããããão que cospe nos Engenheiros do Hawaii de forma xiita, e que quando digo que sempre curti a banda, neguinho me chama de abestalhado, de que eu tenho um passado musical sombrio (e tenho sim, mas por outras desgraceiras que um dia eu conto hahaha). E sei que meus camaradas que gostam da banda sofrem com o mesmo: no último show que rolou em Salvador (na Concha Acústica do Teatro Castro Alves) por exemplo, fui sozinho (pois ninguém quis ir comigo), e na casa completamente lotada, encontrei outros amigos que foram pra lá também sozinhos! A apresentação, na época a da turnê do acústico MTV, foi o tempo inteiro inundada por uma gritaria ensurdecedora dos fãs insanos aqui da Bahia (tem gente que diz que os Engenheiros do Hawaii não tem fã, tem assinante), e com cantoria do público acompanhando cada música a todo gogó.



Dispa-se de preconceitos, e busque a discografia clássica dos Engenheiros do Hawaii. Não sei o sentido que faria pra alguém que não está mais na adolescência, mas com certeza vale a pena dar uma chance, principalmente ao material da época do power trio Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks.

Se liguem neste trecho de um especial feito pela Rede Globo. "Muros e Grades", uma das músicas mais fodas deles, na minha opinião:

6 comentaram:

  1. o primeiro show que fui na vida doi engenheiros e olodum no costa verde... e tb assumo totalmente que sempre gostei da banda e era apaixonada por gessiger na adolescência... eu tinha o vinil de "filmes de guerra, canções de amor" e achava genial! :)

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  2. Barão,

    Concordo plenamente com você.

    Engenheiros do Hawai fiz parte de minha adolescência e porque não dizer da pré-adolescência também.

    Com certeza fez parte da minha formação de caráter junto com Legião.

    Tenho vários CD's da banda e um que marcou época para mim é o "Simples de Coração".

    E ainda digo mais. As pessoas da nossa faixa etária que abrem a boca para execrar Engenheiros e Legião tem uma grande falha de caráter.

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  3. vc é geminiano e fã de enghaw! :O
    olha, zeca, tá ficando difícil gostar de você viu... facilite um pouco aí...

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  4. Rapaz, eu também curto um pouco a banda e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso.
    Sid

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  5. Lembro de um show que foi na Concha Acústica em 99 se não estou enganado e tirando o show do Pearl Jam, foi um dos melhores shows que já assisti.

    Engraçado que hoje acordei querendo ouvir algumas músicas do Engenheiros, e é foda o quanto remete a uma fase tão boa...boas lembranças..

    Aloha nui loa

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  6. Adoro Engenheiros! Não gostava era de legião urbana com aquela batida sempre igual e as letras melancólicas :P

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