
Ontem o Green Day encerrou em São Paulo a 21st Century Breakdown Brazilian Tour e pelos relatos via twitter e facebook que vi de meus amigos, a banda conseguiu impressionar a todo mundo que viu a apresentação de hercúleas três horas de duração.
O Green Day há muito tempo deixou de ser apenas aquela banda que tocava veloz e alto aquelas canções com dilemas pueris (e muitas vezes doentios), e se transformou numa máquina gigante de entretenimento, escrevendo discos com intenção ópera-rock, lançando o seu próprio game da série Rock Band e até emplacando espetáculo na Broadway inspirado em uma de suas obras.
Aliás, espetáculo é uma palavra que define bem o que o Green Day leva ao público hoje. Tive a oportunidade de estar na pista vip do show deles sexta passada no Rio de Janeiro, e vou lhes dizer: os caras impressionam. Primeiro, eles tiveram a manha de acrescentar mais músicos à formação clássica do trio(desde a tour de American Idiot) – na banda agora tem teclado, guitarra extra (pra segurar o som e deixar mais tempo pra Billie Joe fazer as macacadas), acordeon, saxofone e violão 12 cordas (estes três últimos instrumentos, acho que são tocados pelo mesmo cabra). Em segundo, souberam roteirizar muito bem e dividir o espetáculo em atos, avançando em fases como nos videogames, com trocas de cenários e iluminação fodona, e claro, fogos, muitos fogos.
O show começou com Song of the Century, 21st Century Breakdown, Know Your Enemy, material do disco mais recente e razão desta turnê, já dando a real de que o porte da coisa era apoteótico. Pra mim que estava lá na frentona, cada pipoco monstruoso dos fogos deles me levava embora 5% do que resta de minha audição. Daí pra frente camaradinhas, foi um pula-pula infernal, ninguém ficava parado, e Billie Joe Armstrong se revelou um animador de multidões que não faria feio no carnaval da Bahia, com seus “i say heeeeeeeeeeeeeooo”!
Meus momentos favoritos
- Em East Jesus Nowhere, um guri é convidado ao palco e é “exorcizado” por Billie Joe num momento que culmina numa explosão, seguida de um mosh do gurizinho, que voou com um sorrisão no rosto.
- “Do you wanna hear some old school Green Day?” - e a banda tocou os nossos hits da época de colegial, coisa da classe de Geek Stink Breath, She, Basket Case, Longview, Brain Stew, e Longview, que foi “cantada” por um brodinho que com certeza guardará esta data por toda a vida dele.
- A PUTARIA que esses caras promovem em King for a Day emendada com Shout de Little Richard, todos fantasiados e performáticos. Destaque para o fanfarrão baterista Tré Cool e seu figurino Vovó Mafalda / Robin Williams.
- Minority, uma de minhas músicas preferidas deles foi executada de um modo como sempre achei que fosse ser ao vivo. Minority é uma canção que quando me aparece no random do ipod, eu chego a ir mais firme no passo da corridinha de fim de tarde! Ouvi-la ao vivo mais veloz e mais pesada, foi bala.
Teve lançador de papel higiênico, coelhinho alcoolatra, espingarda de ar comprimido que lançava camisetas lá na casa da porra, teve goiabada e teve marmelada. Foi lindo, foi foda, foi apoteótico, foi inesquecível pro fã guri, pro fã geriátrico (eu) e pro não-fã que estava lá por acaso.
Me engana que eu gosto
A gente sabe, é tudo ensaiado né? O Green Day tinha tocado em Porto Alegre antes deste show que vi no Rio e tudo isso já tinha rolado igualzinho (assim como rolou nas apresentações seguintes em Brasília e em São Paulo), com as mesmíssimas “invasões de palco” (ficava um grandalhão com um rádio na beirada do palco chamando a galera pra subir, ou barrar) e tudo o mais. Aliás, se algo sai fora do roteiro da apresentação, é resolvido na hora: a única vez que um mané da platéia subiu ao palco sem ser autorizado no Rio, levou uma panhada dos seguranças e foi arrastado lá pra trás. O idiota ainda derrubou um amplificador no meio do caminho.
Se liguem no set-list
Song of the Century
21st Century Breakdown
Know Your Enemy
East Jesus Nowhere
Holiday
Nice Guys Finish Last
Give Me Novacaine
Letterbomb
Are We the Waiting
St. Jimmy
Boulevard of Broken Dreams
Burnout
Geek Stink Breath
Paper Lanters
2000 Light Years Away
Hitchin a Ride
When I Come Around
Iron Man /Rock N Roll /Sweet Child O Mine /Highway to hell
Brain Stew
Jaded
Longview
Basket Case
She
King For a Day
Shout /Blitzkrieg Bop /Break On Through /Satisfaction /Hey Jude
21 Guns (Paint It Black Intro)
Minority
Bis:
American Idiot
Jesus of Suburbia
Bis 2 - acústico:
Whatsername
Wake Me Up When September Ends
Good Riddance (Time of Your Life)
Muito obrigado a Naniquinha, Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt, Tré Cool, Danilo Gabrielli e Djalma Santos, pela balada inesquecível.
ps: a foto lá em cima foi feita por mim mesmo, lá da frentona!
eu sou da categoria "não-fã que estava lá por acaso" (ok, posso me chamar de 'simpatizante', vai), estava lá no anhembi ontem e posso dizer: foi FODA! showzaço, os garotos ainda mega em forma, o público (menor do que eu esperava) animadíssimo, sessão guitar hero, covers divertidos, muita pirofagia.. foi massa. impagável!
ResponderExcluirSem, o show em Brasília foi igualzinho, mas eles não tocaram Geek Stink Breath. Deu algum problema na guitarra e Billie Joe deixou pra lá e seguiu o show adiante dizendo que não queria tocar mais a música.
ResponderExcluirTeve uma hora que tinham umas 6 meninas em cima do palco, foi muito sem noção.
O carinha aqui de Brasília que cantou Longview ficou "famoso", saiu no jornal e ainda ganhou a guitarra. eheheheheh